Do Jornal do Brasil com modificações
"As declarações do secretário da Fifa são inaceitáveis, dificultam o ambiente de cooperação e entendimento entre o Brasil, que é um país sério, e a própria Fifa, entidade organizadora", afirmou Aldo Rebelo neste sábado. "O secretário-geral da Fifa não pode ser nosso interlocutor. As declarações do secretário da Fifa são inaceitáveis”.
"O governo brasileiro não pode receber esse tipo de comentário, de ofensa, sem dizer que é inaceitável. O governo não aceitará mais o secretário-geral da Fifa como interlocutor no plano do governo. Ele pode tratar de assuntos internos da Fifa, mas a interlocução com o governo não pode ser através de quem emite declaração desta natureza.
"Não podemos receber um comentário de ofensa pessoal. Imagina alguém dizer que vai fazer isso [chute no traseiro] com sua família, com seu clube, com sua sociedade. Imagina com um país", respondeu Rebelo. "Não pode."
Vou comunicar ao presidente da Fifa, Joseph Blatter", concluiu Aldo Rebelo, acrescentando ainda que as declarações são contraditórias.
"As declarações contradizem completamente o que o próprio secretário falou em sua visita no dia 17 de janeiro. As informações não são verdadeiras, porque os estádios estão inclusive adiantados ao cronograma inicial da Copa", disse Rebelo.
Rebelo reafirmou que tem certeza do sucesso da competição. "O governo brasileiro vai continuar trabalhando com a certeza que o Mundial será um sucesso."
O Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 (COL) afirmou, através de sua assessoria, que ainda ouvirá os dois lados antes de se pronunciar sobre o caso.
Para quem não sabe Jérôme Valcke é parceiro de Ricardo Teixeira, a ponto de passarem férias juntos. O secretário-geral da Fifa já foi condenado pelo Judiciário da Suíça por litigância de má-fé, no "caso Mastecard”.
O racha entre a Fifa e o governo acontece poucos dias antes da votação da Lei Geral da Copa na comissão especial da Câmara dos Deputados. A demora na aprovação do projeto já foi criticada por Valcke em suas visitas anteriores ao Brasil. As declarações do secretário-geral da Fifa podem prejudicar o clima político para a tramitação da proposta no Congresso Nacional.
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